Gêneros discursivos da esfera acadêmica e práticas de tradução-interpretação Libras-português: reflexões

Ana Claudia Balieiro Lodi, Elomena Barbosa de Almeida

Resumo


Com base nos pressupostos da teoria enunciativa bakhtiniana, assume-se que a tradução-interpretação é uma prática de construção de sentidos e, portanto, um trabalho de e sobre a linguagem. Por este motivo, torna-se necessário que o profissional conheça, além das formas prescritivas das línguas (seus componentes e estruturas gramaticais), as formas estabilizadas dos enunciados (gêneros do discurso), elementos indissociáveis. Ele deve, assim, conhecer o funcionamento das línguas em jogo, dos diferentes usos da linguagem nas diferentes esferas de atividade humana, na medida em que sua prática se revela na multiplicidade de sentidos existentes. O fato de não atuar em uma esfera específica de atividade implica desconhecimento de certos gêneros do discurso e, portanto, das linguagens em circulação nos espaços sociais e do contexto de produção do texto, fato que tem influência direta na prática de tradução-interpretação. A discussão será desenvolvida tendo como objeto a tradução de um texto do gênero discursivo da esfera acadêmica. Acredita-se que os aspectos aqui focalizados sejam fundamentais para se pensar práticas formativas dos profissionais tradutores-intérpretes de Libras-Língua Portuguesa, podendo ainda ser determinantes para se pensar nos processos de ensino-aprendizagem da língua portuguesa como segunda língua para surdos, tema de inúmeros estudos e de importância ímpar quando se pensa em educação de surdos.

Texto completo: PDF

Licença Creative Commons
Essa revista da Anhanguera Educacional Ltda. é licenciado sob uma
Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Não Adaptada.

Os artigos assinados são de inteira responsabilidade de seus autores